O jornalista Betto Mariano, acostumado a narrar os fatos do dia a dia e registrar a história de centenas de cidades da região, acabou tornando-se protagonista da própria notícia nesta semana. Em áudios que circularam entre amigos e leitores, Betto fez um desabafo e um alerta aos proprietários de camionetes Toyota Hilux, após ter seu veículo furtado na cidade de Americana, interior de São Paulo, no último dia 6 de novembro de 2025.
Betto contou que a caminhonete – uma Hilux 2019 HRV, completa – representava um sonho realizado após quatro décadas de trabalho e luta. Ele havia viajado até Americana para visitar o filho e a neta, como já fizera outras vezes. A caminhonete precisava ficar estacionada na rua, pois a residência não possuía espaço interno para o veículo. Segundo ele, esta foi a terceira visita no mesmo local, sempre com o veículo estacionado no mesmo ponto, sem qualquer problema anterior.
Na manhã de quarta-feira, por volta das 8h, Betto acordou, brincou com a neta e conversou com a nora. O filho retornou pouco depois das 9h e, ao não ver a caminhonete em frente à residência, questionou o pai. Ao saírem até a rua, veio o choque: a Hilux havia desaparecido.
Segundo as imagens de monitoramento da cidade, analisadas pela Polícia Militar, o criminoso levou menos de dois minutos para agir. Usando boné, máscara e um gorro que cobria parte do rosto, ele teria utilizado um dispositivo eletrônico capaz de destravar a porta do veículo e dar partida sem qualquer uso de violência ou alarme sonoro – técnica que tem se tornado cada vez mais comum em furtos de camionetes da marca.
A PM acionou o sistema "Muralha Digital", que registra placas e deslocamento de veículos, identificando que a Hilux passou por duas avenidas centrais de Americana antes de desaparecer completamente do alcance das câmeras. Até o momento, o veículo não foi localizado.
Betto destacou que o prejuízo só não foi maior porque havia renovado o seguro uma semana antes. Contudo, o episódio reforça um alerta que vem ganhando força na região: a vulnerabilidade dos sistemas de segurança da Hilux.
De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, existe um equipamento eletrônico amplamente usado por quadrilhas especializadas que permite desbloquear portas e ligar o motor de alguns modelos da Toyota em poucos segundos, sem deixar vestígios ou sinais de arrombamento.
Casos semelhantes têm sido registrados na região. No mês passado, uma moradora de Jales teve sua Hilux furtada em Fernandópolis após parar para jantar. O veículo ainda não foi recuperado. Na semana passada, outra caminhonete da mesma marca pertencente a uma mulher de Urânia também foi furtada em Jales.
“Não é só um bem material. É uma história de vida, de trabalho, de esforço. Mas fica o alerta: quem tem Hilux, cuide. O sistema de segurança é frágil. Eles levam em minutos”, afirmou Betto.
A orientação é para que proprietários invistam em travas adicionais, bloqueadores eletrônicos independentes e evitem deixar o veículo estacionado na rua, principalmente durante a noite ou em locais desconhecidos.
A Toyota não se manifestou sobre o caso.
Enquanto isso, cresce o temor e a indignação entre donos de caminhonetes na região — e o apelo por medidas mais eficazes contra furtos desse tipo.