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Veja quando a tecnologia 5G vai chegar na região e como deve impactar seu dia a dia

Nova geração da internet móvel deve estimular veículos autônomos e drones entregando alimentos na porta de casa

Veja quando a tecnologia 5G vai chegar na região e como deve impactar seu dia a dia

Baixar filmes em menos de um minuto, veículos autônomos e drones realizando entregas pela cidade. Essas são apenas algumas das promessas da nova geração de internet móvel (5G), que pode chegar a Rio Preto apenas em 2026, segundo estimativa da Anatel.

De imediato, as pessoas que se conectarem na rede irão experimentar uma velocidade maior para baixar arquivos pelo celular e terão menos atraso nas videochamadas. Em seguida, especialistas dizem que a conexão móvel deve propiciar cidades mais inteligentes, com eletrodomésticos, centrais de segurança e redes de iluminação conectados ao mesmo tempo. 

Isso porque o 5G pode ser até cem vezes mais rápido do que as conexões 4G e terá uma baixa latência. Ou seja, um menor tempo de resposta, responsável pelo "delay" que acontece em ligações.  

A expectativa é de que a nova geração da internet móvel possibilite um verdadeiro “salto quântico” na conexão móvel brasileira. No entanto,  para usufruir dessa rapidez será necessário esperar, já que o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prevê o prazo de até julho de 2026 para cidades como Rio Preto, com entre 200 mil e 500 mil habitantes, sejam contempladas com o 5G. Rio Preto possui 469.173, segundo última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Claro que essa nova conexão não acontecerá da noite para o dia. São muitos os investimentos feitos ao longo desses próximos anos. Por isso, começa nas maiores cidades brasileiras e depois chega às menores. Mas se acontecer como ocorreu com o 4G podemos ter um adiantamento de dois anos neste calendário”, disse Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis Brasil Digital,  entidade que reúne as principais operadoras do País e responsáveis pela inserção do 5G no Brasil.

Um dos investimentos será nas antenas. Atualmente, Rio Preto  possui 225 espalhadas pela cidade para distribuir o sinal de operadores de telefonia, segundo a Anatel.  Entretanto, as antenas de 5G são bem menores, podendo chegar ao tamanho de uma caixa de sapato. Em locais em que há edificações, elas podem ser instaladas em fachadas e topos de prédios e no mobiliário urbano, como placas de trânsito, lixeiras, bancas de revistas, postes de iluminação, assim não serão necessária as torres que conhecemos. 

Segundo o professor Adriano Cansian, do Departamento de Ciências de Computação e Estatística do Ibilce, as mudanças propiciadas pelo 5G acontecerão gradualmente. “Velocidade de conexões que antes dependiam de cabo ou fibra ótica poderão ser alcançadas totalmente sem fio e com mobilidade. Isso trará uma alteração substancial nos negócios de provedores de Internet". 

Ele explica que com o 5G dezenas de pessoas num mesmo escritório ou sala de aula poderão se conectar sem o sinal oscilar. “Setores de negócios, tais como como automotivo, saúde e entretenimento, também irão se beneficiar da maior disponibilidade de velocidade e baixa latência para criar novas aplicações”.

No campo, o agronegócio deverá ser o principal beneficiado. A promessa é de tratores autônomos e que o 5G possa ser usado para fazer estimativa da safra, monitoramento de animais, colheita automatizada, pulverização automatizada e detecção de pragas e doenças. “Na medicina, as cirurgias remotas serão cada vez mais estimuladas, da mesma forma que infinitas possibilidades no setor educacional”, apontou Marcos.

Especialistas dizem que a revolução móvel representa as portas do futuro. Com o 4G, por exemplo, surgiram aplicativos como o Uber, que antes não eram possíveis de existir em função da baixa velocidade da internet. Com o 5G, veículos autônomos.

A expectativa é de que a primeira cidade a receber a nova tecnologia no Noroeste Paulista seja Rio Preto, na sequência, Catanduva e Votuporanga. A previsão é que todas as cidades da região de Rio Preto possam usufruir do 5G até dezembro de 2029. Confira quando o 5G deve chegar na sua cidade.

Do 3G para o 5G

 

Apesar de Rio Preto já pensar no 5G, não é raro encontrar regiões do Noroeste Paulista onde nem o sinal de 3G e de 4G são realidade. No Brasil, a Anatel sinaliza que pelo menos uma operadora deve fazer o atendimento de municípios com população abaixo de 30 mil habitantes com tecnologia 3G. A cobertura mínima exigida é de 80%, o que faz com que algumas das menores cidades do Noroeste Paulista não sejam atendidas.

No mundo, poucos são os países que já contam com a tecnologia mais avançada de 5G, que começará a funcionar nas capitais brasileiras no ano que vem. Entre eles estão Estados Unidos, Coreia do Sul e Arábia Saudita, onde o conceito de cidades inteligentes é realidade.

Em questão de custos, ainda não se sabe quanto as operadoras de telefonia que ganharam o leilão da Anatel cobrarão da nova geração da internet móvel aos brasileiros. “Nos países onde o 5G já se encontra mais adiantado não houve mudança muito significativa de preços. Já existem muitas opções de telefones 5G, incluindo modelos baratos. Praticamente todos os principais fabricantes de aparelhos oferecem modelos 5G e alguns, como a Apple, nem vendem mais variantes 4G de seus novos dispositivos”, explicou o professor Adriano Cansian, do Departamento de Ciências de Computação e Estatística do Ibilce.

O Diário preparou uma lista de celulares vendidos no Brasil compatíveis com 5G (incluindo o DSS) até agora. Entre eles, estão o Apple iPhone 12; iPhone 12 Pro; Samsung Galaxy A52 5G; Motorola Moto G100; e Xiaomi Mi 10T. A lista completa está disponível abaixo.

Entretanto, mesmo com o 5G não funcionando na cidade, alguns moradores do Brasil já podem encontrar a versão genérica do 5G. Trata-se do 5G DSS, que pega emprestada parte da estrutura do 4G para transmitir um sinal de internet mais rápido. Por isso, algumas vezes ao conectar o seu aparelho em algumas localidades do País aparece 5G. Ele não é o 5G “puro”, mas uma versão genérica da nova conexão móvel.

Operadoras

O Diário procurou as quatro operadoras de telefonia de celular que operam em Rio Preto para saber sobre o cronograma de instalação do 5G na região, mas as duas que responderam informaram que seguirão o cronograma da Anatel.

A Vivo disse que a estratégia da empresa na aquisição das frequências visa ampliar, ainda mais, a liderança no território nacional. “O 5G traz capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos, com altíssimas velocidades, latência ultrabaixa, maior confiabilidade e disponibilidade. Além disso, no contexto industrial, as redes 5G terão papel preponderante para suportar um universo de aplicações e requerimentos necessários à sua execução. Com a rede 5G, o segmento de IoT poderá avançar de forma muito mais intensa e veloz, conectando mais coisas e pessoas”, disse a nota.

A Tim informou que realiza testes do 5G desde 2019. “A operadora acumula know-how e já desenvolve soluções em diversos segmentos da economia, como agronegócio, indústria automotiva, educação, saúde e entretenimento. Esse papel de liderança permitirá que a empresa comece a implementar a nova rede assim que forem homologados os resultados do leilão, seguindo o cronograma e os compromissos definidos pela Anatel."

A Claro não respondeu até o fechamento dest reportagem. (RC)

Evolução da conexão móvel

 

A conectividade que torna possível a comunicação móvel foi sendo propagada através de diferentes gerações. A seguir, veja como nossa conexão móvel evoluiu ao decorrer dos últimos anos:

1G (1983)

  • Permitiu fazer chamadas de um telefone móvel para outro.

 

 2G (1991)

  • Permitiu enviar mensagens SMS.

 

 3G (1998)

  • Permitiu navegar na Internet pelos celulares

 

 4G (2008)

  • Permitiu enviar vídeos.

 

 5G (2020)

  • Permitirá a Internet das Coisas, como entrega por drones e a existência de carros autônomos

 

Mudanças na nossa vida

 

Drone realizando entregas na porta de casa

Transmissões de vídeo ao vivo feitas pelo celular devem travar menos

Veículos autônomos – carros conectados entre si e sensores espalhados pelas vias possibilitarão o desenvolvimento de sistemas de segurança que evitem acidentes automobilísticos

Medicina – cirurgias remotas por meio de robôs

Casas inteligentes – eletrodomésticos, centrais de segurança e redes de iluminação conectados, o que possibilitará apagar a luz do quarto sem precisar levantar da cama

Cidades inteligentes – iluminação, tráfego, vagas de estacionamento, sistemas de água e esgoto poderão ser conectados em uma rede inteligente

Agricultura – o 5G poderá ser usado para estimativa da safra, monitoramento de animais, colheita automatizada, pulverização automatizada e detecção de pragas e doenças.

Filmes poderão ser baixados em menos de um minuto

Experiência imersiva da realidade virtual poderá ser explorada

Atividades como pagamento virtual, automação de processos industriais, mobilidade autônoma, inteligência artificial e interconexão de equipamentos eletrônicos ganharão novo impulso

Pets com coleiras conectadas

Ambulância em comunicação com hospital por videochamadas

Transmissões ao vivo por vídeo de atendimentos feitos pela Polícia Militar

 

Quando terei 5G na minha cidade?

 

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Entenda o 5G

 

O que é 5G?

É a nova geração de sistemas celulares e arquitetura de rede que permite conectividade de banda larga com baixa latência e alta velocidade para conectar objetos e pessoas. Ou seja, é uma velocidade ainda mais rápida da internet móvel.

 Qual o aumento de velocidade?

A rede 4G é capaz de atingir a velocidade de 1 gigabit (1 Gbps). A expectativa é de que o 5G seja 10 ou 20 vezes mais rápido, chegando a 20 Gbps. A principal melhora acontece ao conectar muitos objetos à internet ao mesmo tempo: celular, carro, semáforo e relógio.

 É preciso ter um celular com tecnologia 5G para funcionar nessa rede?

Sim. Os celulares 5G já estão disponíveis nas lojas. A perspectiva é que esses celulares fiquem mais baratos na medida que o serviço começar a ser ofertado em volume maior, aumentando a escala de produção. Vale lembrar que, de acordo com o cronograma, o 5G deve chegar a todas as capitais até julho de 2022, podendo ser antecipado em localidades específicas.

 O que acontece com os celulares 4G, 3G e 2G?

Eles continuarão funcionando, assim como quando houve a implantação do 4G no Brasil. A Anatel diz que o 5G agrega novas faixas de frequência à telefonia celular sem alterar as faixas já disponibilizadas pelas operadoras.

 O 5G pode aproveitar as antenas e redes já existentes?

O 5G vai precisar de uma infraestrutura toda nova de antenas e redes de quinta geração, podendo, em alguns casos, usar parte da rede existente para maximizar as aplicações. O 5G, por suas características, vai exigir um número de antenas cinco a dez vezes maior que o 4G e vai demandar também agilidade no licenciamento das antenas pelos municípios.

 As antenas de 5G são iguais às torres que usamos hoje?

Não, as antenas de 5G são bem menores, podendo chegar ao tamanho de uma caixa de sapato. Em locais em que há edificações, elas podem ser instaladas em fachadas e topos de prédios e no mobiliário urbano, como placas de trânsito, lixeiras, bancas de revistas, postes de iluminação, etc. Onde não há edificações, novas estruturas serão necessárias, não sendo necessariamente torres.

 Como o 5G vai impulsionar a Internet das Coisas (IoT)?

O 5G, por ter alta velocidade, baixa latência (que é o tempo de resposta em milissegundos) e por permitir uma quantidade maior de dispositivos conectados ao mesmo tempo, vai possibilitar o uso mais intenso da Internet das Coisas. Mais que conectar pessoas, praticamente todos os equipamentos poderão ser conectados com o 5G, o que vai permitir que funcionem sozinhos ou por comandos à distância em tempo real. Com isso, uma infinidade de aplicações de IoT devem surgir com o 5G.

 O 5G vai substituir a internet fixa?

Não. O 5G é muito potente e promete velocidades maiores até do que as que temos em casa, mas a tendência é que a rede móvel sirva como um complemento, da mesma forma que acontece hoje, ou seja, continuando a ser utilizada apenas para a rede móvel.


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