Por Betto Mariano**
Há coisas que todo mundo vê, algumas que muita gente comenta, mas existem verdades que ninguém fala — talvez por medo, conveniência ou simples cálculo político. Mas alguém precisa dizer.
Ontem, indiretamente, fui citado em um vídeo onde me desafiaram a “provar desvios de salários” no Consirj.
Curioso.
Porque em momento algum falei em desvio.
Publiquei relatos de médicos — gente que veste jaleco, não fantasia política — afirmando que o dinheiro que deveria chegar ao bolso deles não chega. E isso, convenhamos, é diferente de “desvio”:
É mau gerenciamento, é falta de fiscalização, é terceirizada repassando o que quer, e é principalmente omissão de quem deveria reagir.
Mas vamos ao que ninguém tem coragem de explicar.
🎭 A verdadeira história por trás do “motim”
A queda de braço dentro do Consirj não nasceu por causa da UPA, nem por preocupação com médicos, nem com pacientes.
Nasceu por ego político.
Por ciúmes.
E por um jogo que pouca gente conhece, mas muita gente sentiu na pele.
Tudo começou quando três prefeitos — no máximo — resolveram fazer um movimento silencioso para tirar a gestão da UPA das mãos de quem paga a maior parte da conta, ou seja: Jales.
E por que isso aconteceu?
Simples: política baixa, daquelas que se faz com cotovelada, puxão de tapete e sorrisos falsos.
🎩 O MDB de Jales e suas artes “decorativas”: o tapete voador
O deputado estadual Itamar Borges tem papel direto — ainda que negado — nessa tentativa de enfraquecer o prefeito de Jales, Luís Henrique.
Assim que LH começou a cogitar disputar um cargo legislativo, seja estadual ou federal, surgiram dentro do MDB local os mesmos métodos que qualquer pessoa que conhece o partido realmente sabe como funcionam:
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Gravações escondidas
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Articulações subterrâneas
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Tapetes sendo puxados com maestria digna de circo
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“Amizades” que evaporam assim que alguém ameaça subir um degrau
O MDB de Jales tem um histórico incontestável:
tapetes saem de fábrica já com alças — para puxar mais fácil.
🏛️ Os prefeitos rebelados e seus sonhos de grandeza
No motim, dois prefeitos — que hoje posam de “defensores da saúde regional” — escondem ambições nada discretas:
1️⃣ O primeiro sonha em ser Deputado Estadual.
Sonhar não custa, mas usar a UPA como trampolim eleitoral custa, e custa caro para quem depende de atendimento.
2️⃣ O segundo é mais audacioso:
diz abertamente que quer ser candidato a Prefeito de Jales.
Sim, você leu certo.
A ironia é que nem estrutura, nem grupo, nem densidade eleitoral ele tem — mas tem a ambição.
E ambição sem competência é uma combinação explosiva.
Os nomes?
Serão revelados no momento certo.
🚑 A UPA virou palco eleitoral — e nunca foi prioridade real
A verdade é dura, mas precisa ser dita:
Ninguém está preocupado em melhorar a UPA.
Se estivessem:
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já teriam valorizado os profissionais,
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contratado pessoal qualificado,
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corrigido falhas operacionais,
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investido em segurança,
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criado protocolos sérios,
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e estancado a sangria administrativa que se arrasta há anos.
Em vez disso, de um ano pra cá, piorou — e muito.
E não por falta de aviso.
Mas porque o objetivo não é melhorar o atendimento da população.
O objetivo é outro:
mexer no tabuleiro político e enfraquecer Jales para ganhar terreno eleitoral.
🗳️ No fim das contas, sobra pra população — e faltam votos para os sonhadores
A UPA deveria salvar vidas.
Mas virou palco de teatro político mal ensaiado.
E quem dirige o espetáculo hoje deveria tomar cuidado:
se depender do desempenho, da transparência e da competência demonstrada até agora, dificilmente terá futuro brilhante nas urnas.
Com muita boa vontade, talvez dê para sonhar em ser:
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síndico do condomínio,
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presidente do time de futebol da cidade,
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ou coordenador do churrasco da associação de bairro.
Para administrar a UPA?
Já está provado: falta preparo.
Para administrar Jales?
Aí já é ficção científica.
📌 Conclusão: a verdade que ninguém fala, mas que precisa ser dita
Quando prefeitos usam a saúde pública como peça de tabuleiro político, quem perde é sempre o mesmo:
o cidadão.
Quem denuncia vira alvo.
Quem omite vira cúmplice.
Quem assume sem capacidade vira problema.
E quem tenta manipular a opinião pública merece ser exposto.
E eu, Betto Mariano, fico com a única posição possível:
Falar o que ninguém fala.
Porque o silêncio, nesse caso, seria covardia.