Saúde

UPA DE JALES A UM PASSO DO COLAPSO: PRESIDENTE POSOU PARA FOTOS, PROMETEU MELHORAS, MAS A REALIDADE É DE CAOS, CRISE, PARALISAÇÃO E SALÁRIOS DESVIADOS



A situação interna da UPA de Jales ultrapassou todos os limites do aceitável. O que deveria ser uma unidade de urgência e acolhimento tornou-se um ambiente de pressão, insegurança, desorganização, falhas graves de gestão e salários misteriosamente “evaporados”.

Enquanto isso, o novo presidente do Consirj, Paulo Miotto, no início da gestão, apareceu sorridente em fotos, apresentou ambulâncias, garantiu melhorias e anunciou que a situação da UPA “seria ajustada”.

Resultado? Piorou — e muito.
A crise é tão profunda que os médicos decretaram paralisação parcial.


🔪 O FACÃO VOLTOU A CORTAR — MAS OS PROBLEMAS NÃO

Ontem, o Consirj deu mais um show de machete administrativo: duas novas demissões de comissionados.
Miotto afirma que são cortes necessários para “contratar de um lado e ajustar do outro”.

A lógica?
Só Deus (ou o contador) sabe.

O presidente jura que não está aumentando despesas. Mas demite, contrata, promete reforço, tira foto em frente à ambulância e distribui entrevistas otimistas.

Nos bastidores, porém, a frase dele ecoa:

“Se o Betto Mariano publicar, vocês já estão sabendo.”

Pois bem: agora estão.


RELATOS EXCLUSIVOS REVELAM O QUE A DIRETORIA NÃO DIZ

Nossa equipe teve acesso a mensagens de uma fonte interna, que descreve a situação como “muito crítica, sem protocolo e sem comando”.

A fonte revelou:

“Aqui tem diversos problemas.”

“Inclusive as empresas terceirizadas.”

“Foi aumentado salário, mas eles repassam o que querem.”

“Não existe um protocolo aqui.”

“E a diretoria não consegue nem cobrar a empresa.”

Ou seja, a crise é tripla:
administrativa, financeira e estrutural.


⚠️ GESTÃO INOPERANTE: DIRETORIA SOME E NÃO RESPONDE NEM WHATSAPP

Um dos pontos mais graves é a falta completa de comunicação.
Diretoria, chefes e médicos estão todos no mesmo grupo de WhatsApp, mas:

  • Perguntas sobre atraso salarial? ❌ Ignoradas.

  • Reclamações sobre segurança? ❌ Ignoradas.

  • Pedido de reunião? ❌ Ignorado.

  • Implantação de protocolos? ❌ Zero resposta.

Um médico relata tentativas de meses para conversar com presidente, vice e direção.
Teve mensagens ignoradas, ligações não atendidas e pedidos de reunião nunca respondidos.

A conclusão é dura:

“A diretoria não ousa escutar o que acontece aqui dentro.”


🏥 APENAS DOIS MÉDICOS PARA ATENDER 16 MUNICÍPIOS

A UPA está atendendo uma média absurda de pacientes com apenas dois médicos de porta, gerando:

  • 4 a 5 horas de espera,

  • pacientes exaltados,

  • funcionários esgotados,

  • agressões verbais e risco de agressões físicas.

Durante a tarde, a unidade está sem regulador de acesso há duas semanas, o que resultou em invasão de consultórios por pacientes revoltados.

“No ritmo que vai, é questão de tempo até acontecer algo irreparável”, relatou um profissional.


💸 O ESCÂNDALO DOS SALÁRIOS: AUMENTO NO PAPEL, DESVIO NO CAMINHO

As denúncias mais graves envolvem o golpe do repasse salarial.

O Consirj aumentou o valor destinado às empresas terceirizadas para melhorar a remuneração dos médicos — em média R$ 4.500 por plantão.

Na prática, os médicos estão recebendo:

  • R$ 1.000,

  • R$ 1.500,
    no máximo.

Ou seja:
o dinheiro parece que some no caminho entre o Consirj e o bolso dos médicos.

Quando tentam entender para onde o dinheiro foi, a diretoria diz:

“Não podemos fazer nada.”

E, segundo a fonte interna:

“A diretoria não consegue nem cobrar a empresa.”


🛑 PARALISAÇÃO PARCIAL: A ÚNICA FORMA DE SEREM OUVIDOS

Sem comunicação, sem segurança, sem salário digno, sem protocolos e sem respeito, os médicos decidiram:

Paralisar parcialmente a UPA.

Serão atendidos apenas:

  1. Vermelhos — risco imediato de morte

  2. Amarelos — risco potencial

Os demais atendimentos serão suspensos.

Historicamente, a paralisação é a única forma de conseguir algum retorno da gestão.


🧩 RESUMO: A UPA VIROU UMA COLAGEM DE PROMESSAS FURADAS

A UPA de Jales hoje é:

  • Um serviço essencial

  • sem comando,

  • sem segurança,

  • sem protocolos,

  • sem repasse salarial,

  • com diretoria silenciosa,

  • com médicos ameaçados,

  • com funcionários sobrecarregados

  • e com presidente tirando fotos com ambulâncias enquanto tudo desaba.

A população sofre.
Os profissionais sofrem.
A unidade colapsa.
E a gestão… silencia.

Os próximos capítulos prometem — e não pelas razões certas.


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