Justiça

Tentativas de Silenciar a Imprensa: Carol Amador e Bruno de Paula Repetem Investidas Contra Jornalista em Jales



A liberdade de imprensa — pilar essencial do controle social e da democracia — segue enfrentando ataques em Jales por parte de agentes públicos que demonstram dificuldade em conviver com a fiscalização jornalística. Pela quarta vez, a vereadora Carol Amador tenta criminalizar o comunicador Betto Mariano, do site A Voz das Cidades, em mais um processo que será julgado em março de 2026. A audiência contará novamente com o depoimento do vereador Bruno de Paula, que já moveu outras quatro ações sem êxito, acumulando mais de R$ 7 mil em custas processuais.

Histórico de investidas para intimidar a imprensa

Durante todo o último mandato, Carol Amador e Bruno de Paula preferiram acionar a polícia e o Judiciário repetidas vezes, em vez de dedicar-se às pautas que afetam a população que os elegeu. Transformaram críticas jornalísticas — inerentes à vida pública — em uma série de boletins de ocorrência, representações e processos, todos sem prosperidade.

Um dos movimentos mais graves foi a tentativa conjunta de tentar convencer a Justiça de que a imprensa local receberia recursos da prefeitura de forma irregular. A dupla levou a denúncia ao Ministério Público, mas o caso foi integralmente arquivado, sem qualquer indício de irregularidade.

Processos arquivados e contradições expostas

Um dos episódios centrais da disputa política ocorreu quando Carol Amador acusou o jornalista com base em um áudio interpretado literalmente, apesar de seu conteúdo ser figurado. O Ministério Público arquivou a acusação por ausência total de crime.

Posteriormente, a vereadora tentou obter uma medida cautelar para impedir que o site A Voz das Cidades divulgasse notícias sobre seu mandato. O pedido foi indeferido, por violar a liberdade constitucional de imprensa.

Em outro momento, Carol chegou a divulgar publicamente informações que estavam sob sigilo, ao confundir “medida cautelar” com “medida protetiva”, o que resultou em nova distorção usada para tentar sustentar medidas judiciais contra o jornalista — sem efeitos práticos.

O episódio mais grave: reunião armada e gravação clandestina em cartório

O caso que mais fere os princípios éticos envolve a vereadora Carol Amador e o presidente do MDB de Jales, José Devanir Rodrigues, o Garça. Após insistir por três vezes para que Betto Mariano se reunisse com Carol, alegando buscar uma pacificação, Garça usou da confiança construída em anos de amizade para convencer o jornalista.

Durante a reunião realizada dentro do cartório do próprio Garça, Betto Mariano foi gravado clandestinamente pela vereadora. O episódio mostra que Carol Amador atuava em um campo político mais sombrio do que sua vida pública sugeria, o que possivelmente contribuiu para que a população não a reelegesse para um novo mandato.

Repetição de narrativas e novas testemunhas

Para o processo marcado para 2026, Carol listou como testemunhas o vereador Bruno de Paula e a mãe de um ex-vereador de Jales. Narrativas já desmontadas por arquivamentos e decisões judiciais voltam a ser reutilizadas, reforçando um padrão: o foco não é a justiça, mas sim intimidar a imprensa.

Conclusão: quando falta política, sobra perseguição

Os episódios revelam uma dura realidade: vereadores que, diante da incapacidade de debate, de articulação política e de entendimento do papel da crítica pública, optam por transformar o Judiciário em instrumento de retaliação pessoal.

Enquanto isso, o jornalismo local segue firme em seu papel constitucional — informar, fiscalizar, denunciar e zelar pela transparência.

Em março de 2026, mais um capítulo será analisado pela Justiça, e, como sempre, à luz da verdade e da democracia.


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