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Rio Preto tem o trânsito mais perigoso entre as maiores cidades do Estado

Entre as maiores cidades paulistas, Rio Preto é a que apresenta mais acidentes com vítimas em proporção ao número de habitantes; risco de se acidentar por aqui é duas vezes maior do que na Capital

Rio Preto tem o trânsito mais perigoso entre as maiores cidades do Estado

Rio Preto tem o trânsito mais perigoso do Estado de São Paulo, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga). O risco de se acidentar por aqui é duas vezes maior do que na Capital: são 506 acidentes por 100 mil habitantes em Rio Preto contra 219 em São Paulo. E esse é o tema da primeira reportagem da série especial do Diário “Por um trânsito mais seguro”.

O levantamento feito pela reportagem mostra que, das 15 maiores cidades do Estado, Rio Preto apresenta a maior taxa de acidentes em proporção ao número de habitantes. Em contrapartida, a Capital lidera em relação à taxa de mortes no trânsito. São três mortes a cada 100 mil habitantes aqui, contra 25 óbitos na Capital.

A renda per capita que leva, em média, oito em cada dez rio-pretenses a ter um veículo na garagem, somado à imprudência de parte dos motoristas que usam celular ao volante e excedem a velocidade permitida das vias, contribui para o trágico cenário. Para se ter uma ideia, Rio Preto conta com uma frota composta de 409.983 veículos, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e uma população de 469.173 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados do Infosiga mostram que, de janeiro a agosto de 2021, foram 2.374 acidentes com vítimas na cidade. Uma média de nove por dia. E apesar dos decretos municipais, que vigoraram no pior momento da pandemia e restringiram a circulação de pessoas, o número de acidentes de trânsito continuou alto na cidade.

Segundo o porta-voz da Guarda Civil Municipal (GCM), Roger Assis, a maioria das ocorrências não resultam em vítimas graves, mas poderiam ser evitadas, pois são acarretadas pela imprudência dos condutores. “Na maior parte dos acidentes de trânsito que atendemos, pelo menos uma das pessoas envolvidas estava usando o celular ao volante ou estava distraída”, contou.

A noite de sábado e a tarde de sexta-feira são os períodos da semana com maior ocorrência de acidentes de trânsito em Rio Preto. Das 1.464 ocorrências com vítimas em que foi possível identificar o tipo pelo Infosiga, a maioria (73%) envolve colisão entre dois veículos em movimento. Na sequência, aparecem choque em veículo parado ou em objetos (6%) e atropelamentos (6%). O levantamento não considera outros 910 acidentes, os quais não foi possível identificar os detalhes, ou seja, horário e tipo de acidente.

De acordo com o coordenador regional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o cirurgião André Luciano Baitello, mesmo que os acidentes não provoquem mortes, muitos provocam sequelas. “E são pessoas acidentadas que muitas vezes são arrimos de família”, falou.

O Diário tentou contato com o secretário de Trânsito de Rio Preto, Amaury Hernandes, para comentar a estatística, mas até o fechamento da reportagem ele não atendeu aos telefonemas.

Como evitar os acidentes?

 

Nove em cada dez acidentes de trânsito no Brasil acontecem por falha humana. Segundo o especialista em trânsito Renato Campestrini, a maioria é por desrespeito às normas básicas de segurança, como não respeitar o sinal vermelho, o limite de velocidade, conduzir veículos de duas, quatro ou mais rodas manuseando o celular e até por conversões e retornos em locais proibidos.

“Costumamos dizer que todo acidente de trânsito é uma infração que deu errado. Portanto, com a mudança de comportamento por parte dos condutores e também com uma avaliação mais a fundo das causas, dos fatores de riscos envolvidos em tais eventos por parte dos órgãos ou entidades executivas de trânsito, é possível trabalhar a prevenção, seja com ações de educação para o trânsito, com adequações viárias ou com aquela que todos temem, mas que é de extrema importância no processo de mudança, que são as ações de fiscalização”, disse.

Para Campestrini, só a educação sem fiscalização não surte efeitos para um trânsito mais seguro. “É preciso fiscalizar as vias até que o hábito de respeitar as regras voluntariamente seja algo normal”. (RC)



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