Jales (SP) – A população de Jales acaba de receber um retrato escancarado da ineficiência do Legislativo Municipal. Em resposta a um questionamento de um munícipe, o vereador e presidente da Câmara, Bruno de Paula, finalmente se manifestou sobre a polêmica envolvendo a empresa JalesPark, responsável pelo sistema de estacionamento rotativo na cidade. A resposta, no entanto, veio acompanhada de uma preocupante confissão: há cinco anos ele “luta por explicações” da empresa – sem nenhum resultado prático.
Mais grave ainda foi a tentativa de desqualificar a crítica feita pelo jornalista. Em tom debochado, Bruno teria afirmado, segundo mensagens de WhatsApp, que Betto "sempre tem razão na cabeça dele" e que "é melhor deixar ele falar sozinho". Ora, se o cidadão que denuncia fala sozinho, então quem fala pelo povo? Será que, para o presidente da Câmara, a população inteira também está falando sozinha?
A frase mais emblemática, no entanto, é a que sela o diploma de incompetência de Bruno de Paula:
“Fazem 5 anos que luto por explicação contra essa empresa.”
Cinco anos. Meio mandato de um vereador e nenhuma solução efetiva. Em vez de avanços, crescem denúncias de abusos, má prestação de serviço, multas indevidas e omissão por parte do Legislativo. A única explicação que chega à população é a de que o problema é antigo e segue sem resposta — como se isso fosse justificativa aceitável para um cargo público.
E não para por aí. Bruno também teria declarado que “a Câmara está seguindo todos os trâmites legais”. A pergunta que ecoa entre munícipes é direta:
Quais trâmites? Onde estão as audiências públicas, os relatórios, as sanções, as tentativas de revisão contratual ou cassação da concessão? Onde está o resultado concreto dessa tal luta travada em silêncio durante cinco anos?
Com essa resposta, Bruno de Paula não apenas ignora a voz dos cidadãos, como também se coloca como símbolo de um Legislativo paralisado e conivente. A declaração, longe de amenizar a situação, aumenta ainda mais a pressão sobre a Câmara, que parece mais preocupada em blindar a si mesma do que proteger o interesse público.
Enquanto isso, a população segue pagando por um serviço ineficiente, sob a sombra de multas arbitrárias e a certeza de que os “representantes do povo” já perderam a noção do que significa representar.
Acompanhe o desenrolar desta denúncia no site A Voz das Cidades.