A Praça “Japonesa” (“Antônio Eurípedes de Oliveira”), um dos pontos mais simbólicos e tradicionais de entrada de Jales — conhecida por décadas como espaço de acolhimento, memória e homenagem à colônia japonesa que ajudou a construir a história da cidade — hoje apresenta um cenário triste, que dispensa longas explicações. As imagens enviadas por moradores revelam um abandono que salta aos olhos e indigna qualquer cidadão que ainda tem carinho pelo patrimônio público.
Logo na entrada, o que deveria ser um espaço acolhedor se tornou um retrato do descaso: ossos e restos de um animal morto expostos no chão, em meio a mato alto e sujeira, compondo uma cena que jamais deveria existir em um local público.
A ponte de madeira, que por muitos anos simbolizou a ligação cultural entre a memória japonesa e a paisagem jalesense, hoje apresenta tábuas quebradas, buracos e risco real de acidente. Um local que já serviu para fotos, eventos escolares e caminhadas tranquilas, agora exige cuidado redobrado para não cair.
A situação da antiga fonte, que um dia já teve água limpa, iluminação e servia como ponto de contemplação, é ainda mais chocante. O espaço se transformou em um depósito de lixo, com copos descartáveis, plástico, papelão, pedras soltas e até galhos secos acumulados. Um cenário que vai do abandono à insalubridade.
Moradores relatam que a praça se tornou ponto de reclamações frequentes e que há meses não veem manutenção adequada no local. Para muitos, o descaso acaba apagando parte da história da imigração japonesa em Jales, que merece respeito e preservação — e não virar cenário de abandono.
A praça, que já foi cartão-postal da cidade, hoje se transforma, lamentavelmente, em símbolo de negligência. As imagens falam por si: um espaço que deveria representar cultura, memória e cuidado virou sinônimo de perigo, sujeira e esquecimento.
Enquanto isso, a comunidade aguarda providências urgentes, antes que a deterioração avance ainda mais e o que restou do patrimônio desapareça de vez. Jales merece respeito. E a Praça Japonesa também.