Palmeira d’Oeste/SP – O que era para ser uma “fiscalização exemplar” acabou virando um tiro de festim. O prefeito Valdir Semensati e o presidente da Câmara Municipal de Palmeira d’Oeste resolveram acionar o Ministério Público, pedindo investigação sobre a antiga comissão da feira da Uva e exigindo que esta apresentasse sua prestação de contas.
A comissão, ao contrário do que talvez esperassem os autores do requerimento, não se escondeu, não tergiversou e muito menos fugiu do dever: atendeu prontamente às solicitações, entregou toda a documentação exigida e abriu seus números ao crivo do MP.
Após análise detalhada, o Conselho Superior do Ministério Público decidiu arquivar o caso, por unanimidade, reconhecendo que não havia qualquer irregularidade que justificasse a continuidade da investigação.
Um gesto político que se esvaziou
Na prática, o movimento da Prefeitura e da Câmara serviu apenas para gerar barulho, já que o resultado final foi a confirmação de que a comissão da feira agiu dentro da legalidade. Ou seja, depois de toda a pompa em pedir a intervenção do MP, prefeito e presidente da Câmara terminaram com as mãos abanando: sem fraude, sem desvio, sem escândalo.
O que sobra para a população
Para os cidadãos de Palmeira d’Oeste, fica a sensação de que tempo e energia foram gastos em vão, quando poderiam ter sido direcionados a problemas concretos do município. Afinal, enquanto a política faz malabarismos para parecer vigilante, quem paga a conta é sempre a comunidade, que espera soluções reais em vez de investidas que se dissolvem diante da primeira checagem séria.