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Pais de Jales, denunciam Bullying em escolas

a questão é mais cultural, devendo os Pais, e Escola agirem juntos

Pais de Jales, denunciam Bullying em escolas

Alguns Pais entraram em contato como site A VOZ DAS CIDADES, para denunciar o que infelizmente vem acontecendo também nas Escolas de Jales.

No texto abaixo, em pesquisas apesar de em alguns casos poder configurar crime de Bullying, a questão é mais cultural, devendo os Pais, e Escola agirem juntos para resolverem o problema, os Pais que tiverem conhecimento que seus filhos estão sofrendo isto na escola, primeiro passo é procurar a Direção da Escola, identificar o agressor, conversar também com os Pais dele, e em último caso, levar a questão para Promotoria de Justiça local. 

 

Bullying é um termo que vem do inglês “bully”, que pode ser traduzido como “valentão” ou “opressor”.  Basicamente, o bullying na escola é uma forma de intimidação que pode acontecer por meio de violência física, psicológica, ou ambas.

Infelizmente, não é raro encontrar relatos de casos de bullying no ambiente escolar, em que um ou mais estudantes intimidam outro criando apelidos maldosos, fazendo xingamentos, dando empurrões, entre outras agressões. Por isso, é extremamente necessário que pais e escolas estejam atentos aos sinais de bullying escolar e saibam como proceder nesses casos.

Pensando nisso, preparamos este artigo, que vai te ajudar a identificar os sinais e descobrir se a criança ou adolescente está sofrendo esse tipo de violência e como lidar com a situação. Acompanhe a leitura!

Como identificar se o seu filho sofre bullying na escola?

Para os pais ou responsáveis, nem sempre é fácil saber se o seu filho está sofrendo bullying na escola. Afinal, muitas crianças e adolescentes evitam falar sobre o assunto, seja por medo, seja por vergonha.

Entretanto, no geral, é possível observar alguns sinais e mudanças de comportamento no estudante que ajudam a identificar o problema. É preciso ficar atento a atitudes que possam indicar o bullying na escola, como, por exemplo:

  • repentina falta de vontade de ir à escola e de interesse em participar das atividades educacionais;
  • queda nas notas e no rendimento escolar;
  • ansiedade ao falar sobre assuntos relacionados ao colégio;
  • sono e apetite alterados;
  • choro frequente;
  • isolamento social;
  • sinais físicos, como o aparecimento de hematomas e machucados sem explicação;
  • apatia e dificuldade de concentração;
  • verbalização de sentimentos de insegurança, incapacidade e baixa autoestima;
  • atitudes impulsivas e agressivas em casa.

Vale lembrar, porém, que cada pessoa reage de uma maneira diferente aos episódios de bullying na escola. Por isso, se você desconfia que o seu filho está sofrendo com intimidações na escola e identificou um ou mais desses sinais, leia o próximo tópico para entender como enfrentar o problema.

O que fazer se seu filho está sofrendo bullying na escola?

Seu filho está apresentando algum sinal mencionado anteriormente? É muito importante tomar atitudes! Ainda que não seja bullying, esses sinais indicam sofrimento e merecem atenção e cuidado adequado. Confira a seguir quais são os passos mais recomendados nesse caso.

1 – Converse com a criança ou adolescente

O primeiro passo é tentar entender melhor o que pode estar acontecendo e reunir informações sobre o dia a dia do seu filho.

Para isso, converse com o seu filho sobre o que ele está passando e reúna detalhes sobre quem está envolvido e sobre quando e onde ocorreram os episódios de bullying. Se possível, monte uma linha do tempo com todos os acontecimentos.

Lembre-se de que, nesses casos, é essencial ser compreensivo e ter empatia ao conversar. Nunca culpe o estudante pelo que aconteceu. Mantenha a calma e demonstre que você está do lado dele. O diálogo e o suporte são as melhores maneiras de se aproximar da criança ou adolescente e conseguir mais informações sobre o bullying na escola.

2 – Procure a escola

A escola deve ser a sua maior aliada no combate aos episódios de bullying. Entre em contato com o coordenador do colégio e marque uma reunião para discutir o problema, buscar esclarecimentos e estabelecer uma parceria com a escola para solucionar a questão.

Se possível, converse também com os professores do seu filho. Esses profissionais estão mais perto dos estudantes no dia a dia e podem ter mais conhecimento sobre as situações que a criança ou adolescente vem enfrentando.

3 – Dê orientações para seu filho sobre como reagir

É comum que a vítima de bullying não saiba como reagir e se defender das agressões físicas e verbais. Por essa razão, é necessário que os pais ou responsáveis estejam prontos para apoiar e orientar os filhos para que eles possam superar essa situação.

Converse com a criança ou adolescente para, juntos, definirem o que exatamente é o bullying e deixe claro que esse tipo de atitude violenta é inaceitável.

É importante que o estudante não tente reagir às intimidações revidando ou fazendo o mesmo com outros estudantes para se sentir aceito. Instrua-o a sempre se posicionar e buscar a ajuda de professores, diretores e responsáveis.

4 – Procure a ajuda de um psicólogo ou psicopedagogo

Os episódios de bullying podem ser bastante prejudiciais para a autoestima e autoconfiança da criança ou adolescente. Além disso, é comum que as intimidações prejudiquem o desempenho escolar do estudante e façam com que ele perca a vontade de frequentar o colégio, já que a escola passa a representar um local de medo, vergonha e sofrimento.

Para que esse tipo de resposta emocional não afete o desenvolvimento do seu filho, é importante buscar o apoio de um profissional habilitado, como um psicopedagogo ou psicólogo.

Em muitos casos, a própria escola já conta com profissionais da área de pedagogia e saúde mental, que são preparados para lidar com esse tipo de situação.

Importância da participação da escola na prevenção ao bullying

Como os problemas com bullying geralmente começam dentro do ambiente escolar, as instituições devem estar sempre atentas, pois desempenham um papel essencial na prevenção e resolução desse problema.

As escolas precisam desenvolver uma rotina de ação preventiva ao bullying, que estimule o diálogo entre os estudantes, crie conscientização e promova relações de respeito, com o objetivo de evitar que esse tipo de comportamento aconteça.

Esse trabalho preventivo precisa contar também com a participação dos pais e responsáveis, para que o programa antibullying seja mais eficaz.

Para garantir a segurança e o bem-estar dos seus filhos, é importante buscar uma escola que se preocupe e se dedique a trabalhar esse e outros temas relacionados a competências socioemocionais com os alunos. O Poliedro Colégio, por exemplo, conta com uma equipe de Orientação Educacional composta por pedagogas e psicólogas, disponíveis para dar todo o apoio necessário a estudantes que possam estar em sofrimento.

Além dos atendimentos individuais aos alunos e pais, por meio de atividades e eventos voltados para a prevenção do bullying e para o estímulo de socialização e adaptação dos alunos, as crianças e adolescentes recebem suporte para lidar com suas dificuldades.

Bullying é crime?

 

O advogado Cristiano Rodrigues, professor de Direito Penal da LFG, avalia o bullying como um conceito de cunho social e não jurídico, que acontece em diversas esferas. Porém, com mais frequência, no ambiente escolar, desde o ensino básico até o superior.

 

"Há o bullying moral, sexual, físico e até o patrimonial", explica o advogado. E, dependendo da situação, pode se configurar uma a conduta agressiva, ofensiva ou constrangedora.

 

Diversos crimes podem ser praticados por meio do bullying, principalmente nas escolas. Entretanto, o professor lembra que menores de idade não cometem crimes, mas sim infração penal.

 

Nesse caso, a punição aplicada para autores de bullying com menos de 18 anos são medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece sanções específicas para menores de 18 anos.

 

"Mas isso não deixa de ser um crime definido pelo Código Penal. Embora o menor não responda criminalmente nem seja preso, ele pode ser internado em instituições adequadas, conforme determina o ECA", informa o advogado.



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