Direito

MP DE URÂNIA ACUSA EX-PREFEITO SARACUZA DE PAGAR SALÁRIO A FUNCIONÁRIO ‘FANTASMA’

Os pagamentos ocorreram no último dia do segundo mandato de Saracuza, que utilizou-se de recursos da chamada “repatriação” para pagar indenizações trabalhistas aos três ex-assessores.

MP DE URÂNIA ACUSA EX-PREFEITO SARACUZA DE PAGAR SALÁRIO A FUNCIONÁRIO ‘FANTASMA’

O ex-prefeito de Urânia, Francisco Airton Saracuza, voltou a ser alvo do Ministério Público neste início de ano. O promotor de Justiça Eduardo Wanssa de Carvalho protocolou, em janeiro, uma ação civil pública na qual Saracuza é acusado de ter feito pagamentos irregulares a pelo menos três assessores de confiança.

Os pagamentos ocorreram no último dia do segundo mandato de Saracuza, que utilizou-se de recursos da chamada “repatriação” para pagar indenizações trabalhistas aos três ex-assessores.

Os três ex-assessores também estão sendo denunciados pelo promotor.

Para quem não se lembra, Saracuza e os três ex-assessores chegaram a ser presos, em março de 2017, por ocasião da deflagração da “Operação Repartição”, da Polícia Federal de Jales. Mas, a acusação não fica apenas nas indenizações trabalhistas.

Saracuza está sendo acusado, também, de autorizar o pagamento de salário mensal ao ex-chefe do setor de recursos humanos (A.G.J.), durante pelo menos 45 meses, mesmo tendo ciência de que ele não prestava os serviços para os quais foi contratado.

O ex-assessor – que, se não me falha a memória, trabalhava em um posto de gasolina e ia à Prefeitura apenas uma vez por mês – recebeu, segundo as investigações, cerca de R$ 50 mil em quase quatro anos, sem a devida prestação de serviços.

Em tempo: Saracuza e os outros três personagens – dois assessores jurídicos e o ex-chefe “fantasma” – já foram condenados criminalmente pela Justiça de Urânia.

O ex-prefeito foi condenado à pena de 08 anos, 11 meses e 28 dias de reclusão em regime inicial fechado, enquanto os outros pegaram penas menores.

Eles estão recorrendo. 

Agora, a encrenca é na esfera cível, quando eles poderão ser condenados a devolver a grana, calculada em cerca de R$ 85 mil.


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