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MESMO DIANTE DA PANDEMIA, PESSOAS PLANEJAM INGRESSAR NO ENSINO SUPERIOR

A pesquisa, realizada pela Educa Insights, tem como objetivo acompanhar o impacto da situação no setor educacional.

MESMO DIANTE DA PANDEMIA, PESSOAS PLANEJAM INGRESSAR NO ENSINO SUPERIOR

A segunda fase do estudo sobre o impacto do novo coronavírus na educação superior, divulgada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) nesta terça-feira (5/5), mostrou que, mesmo diante do cenário instável em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as pessoas pensam em ingressar em um curso superior. Segundo o levantamento, 20% planejam iniciar sua graduação ainda este ano (2020). Outros 36% esperam ingressar no início de 2021 e 40% preferem esperar a situação normalizar. Apenas 5% afirmaram aguardar a metade de 2021.

A pesquisa, realizada pela Educa Insights, tem como objetivo acompanhar o impacto da situação no setor educacional. O levantamento foi apresentado durante o seminário virtual da ABMES “Coronavírus e Educação Superior - 2ª Fase do estudo sobre o que pensam os alunos e prospects”, que contou com mais de 500 acessos simultâneos. O evento foi coordenado pelo diretor presidente da Associção, Celso Niskier, e teve a participação do diretor executivo da ABMES, Sólon Caldas, além do sócio-fundador da Educa Insights, Daniel Infante. Juntos, eles destacaram os principais resultados e esclareceram dúvidas que foram enviadas durante o evento.

“A ideia de trazer a pesquisa compilada é ajudar as IES para que possam tomar melhores decisões em tempos de incertezas, como este que estamos vivendo, com informações concretas, bem apresentadas. Acredito que ajuda o mantenedor a tomar a decisão cabível nesse momento para garantir não só a sobrevivência, mas a prosperidade das instituições”, destacou Celso Niskier.          

Base atual de alunos matriculados
Mesmo com os impactos da pandemia no país, mais de 90% dos alunos disseram querer dar continuidade aos estudos. Apenas 9% dos estudantes indicaram a intenção de desistir, seja pelo curso escolhido ou pelo cenário provocado pelo novo coronavírus. Quando perguntados sobre a repercussão da situação atual com a vida acadêmica, 52% dos entrevistados avaliaram que a pandemia teve baixo impacto. Para 18% os efeitos foram médios, contra 30% que disseram ter sofrido alto impacto. 

Como esperado, o fechamento de empresas e comércios em função do isolamento social imposto pela COVID-19 afetou o rendimento de parte dos alunos. Quanto perguntados sobre este tema, 65% afirmaram não ter sofrido impactos significativos com a pandemia. No entanto, 20% informaram ter perdido o emprego em função da crise. O índice de demissões relatadas foi alto, contudo, mesmo assim, somente 15% deste total afirmou que pretende deixar ou já deixou o curso.

“Essa tese mostra, com dados, exatamente o motivo pelo qual o modelo de desconto horizontal não funciona e não atende o interesse dos próprios alunos. Cabe a nós, instituições, por meio de uma comunicação proativa, auxiliar os alunos que estão com risco de perda de renda ou emprego, de forma a viabilizar a permanência deles”, ponderou Niskier.

Aceleração do ensino remoto
O estudo destaca que boa parte das instituições de ensino superior particulares do país teve que migrar suas atividades presenciais para remotas. De acordo com a pesquisa, 61% delas desenvolvem suas atividades exclusivamente de forma síncrona, mais conhecida como “aula ao vivo”. Outras 28% utilizam tanto o formato simultâneo quanto atividades assíncronas, que são aulas gravadas. Enquanto que 11% utilizam exclusivamente o formato assíncrono, que é usado tradicionalmente na modalidade de educação a distância (EAD).

“É bom ressaltar que o EAD da pandemia não é o EAD atual. Se a gente quer estar preparado para ter competitividade lá na frente, na pós-crise, precisamos elaborar o produto EAD, que é a aula presencial dada a distância, no formato online”, afirma Daniel Infante.  

Levantamento
A segunda etapa do levantamento “Coronavírus e Educação Superior: o que pensam os alunos e prospects” foi realizada virtualmente entre os dias 27 e 30 de abril com homens e mulheres, de idades entre 17 e 50 anos, pertencentes às classes socias A, B, C e E. A terceira e última etapa do levantamento será realizada entre os dias 27 e 30 de maio e apresentada no início de junho.


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