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JALES - FIM DA PICADA! TRIBUNAL DE CONTAS CONDENA CORPORAÇÃO MUSICAL DE JALES A DEVOLVER R$ 84 MIL À PREFEITURA

A decisão do conselheiro deve estar baseada em alguma tecnicidade, mas – com todo o respeito – é um disparate e será, espero, reformada. Quem conhece a história de lutas da nossa Corporação Musical sabe que, durante vários anos, os músicos tiveram que ensaiar em um cubículo sem janelas, embaixo do Viaduto “Antonio Amaro”. Só mesmo muito amor à música pode explicar aquelas pessoas ensaiando num lugar daqueles.

JALES - FIM DA PICADA! TRIBUNAL DE CONTAS CONDENA CORPORAÇÃO MUSICAL DE JALES A DEVOLVER R$ 84 MIL À PREFEITURA

O Tribunal de Contas do Estado (TCE), através do conselheiro Josué Romeiro, condenou a Corporação Musical de Jales a devolver R$ 84,8 mil aos cofres municipais. O valor é parte dos R$ 92 mil transferidos pela Prefeitura em 2017 para a manutenção da Corporação. E o pior: a sentença diz que a entidade não poderá receber novos repasses enquanto não devolver os R$ 84,8 mil.

A decisão do conselheiro deve estar baseada em alguma tecnicidade, mas – com todo o respeito – é um disparate e será, espero, reformada. Quem conhece a história de lutas da nossa Corporação Musical sabe que, durante vários anos, os músicos tiveram que ensaiar em um cubículo sem janelas, embaixo do Viaduto “Antonio Amaro”. Só mesmo muito amor à música pode explicar aquelas pessoas ensaiando num lugar daqueles.

O presidente da Corporação é o servidor aposentado Antonio Maurílio Gonçalves, o Murilo, que alimentou por muito tempo o famoso jacaré da Praça e defendeu o gol do CAJ nos tempos de glória do nosso time. Murilo toca na nossa “banda” há mais de 40 anos. Trata-se de um homem humilde e correto que, tenho certeza, jamais utilizaria de forma errada um único centavo do dinheiro público transferido à Corporação.

Repito que a decisão deve ter alguma base técnica, mas, se tivesse consultado seu colega, o conselheiro Márcio Martins Camargo, que nasceu e viveu aqui em Jales, o Josué saberia que a Corporação é um dos orgulhos da cidade e se mantém graças, principalmente, ao trabalho de voluntários e de músicos abnegados. Certamente, não houve nenhum desvio que justifique a devolução.

Ressalte-se que a Corporação poderá recorrer e comprovar a correta aplicação do dinheiro público.


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