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Golpe do WhatsApp assusta moradores da região

Tendo em mãos o número de celular da vítima, o criminoso entra em contato com a mesma, por vezes se passando como consultor de banco, central de relacionamentos de sites como Mercado Livre, OLX e até mesmo Facebook.

Golpe do WhatsApp assusta moradores da região

Aproveitando o crescimento e adesão da população às novas mídias sociais, uma nova modalidade de golpes praticados por estelionatários está crescendo no interior paulista, principalmente na região de Votuporanga. O modo de agir dos criminosos consiste em observar anúncios de venda de imóveis, automóveis ou qualquer tipo de mercadoria que exponha o vendedor com dados pessoais, principalmente um telefone de contato.

Tendo em mãos o número de celular da vítima, o criminoso entra em contato com a mesma, por vezes se passando como consultor de banco, central de relacionamentos de sites como Mercado Livre, OLX e até mesmo Facebook. O intuito é sempre o de “checar informações”. Nesse momento o criminoso pede que a vítima dê a ele um número de segurança para que continue com determinada aferição de dados. Esse número chega sempre por SMS e, no momento que a vítima informa o código, o golpe é concretizado.

Deste momento em diante a vítima não terá mais controle do seu próprio WhatsApp, todos os seus contatos, grupos de conversa e demais informações ficarão sob domínio do fraudador. Diante disso, o estelionatário, se passando como o verdadeiro dono da conta, e de maneira ardilosa, começa a requisitar depósitos bancários à familiares e amigos da vítima, utilizando-se de informações contidas nas conversas já realizadas. Amigos, filhos, netos, pais e mães, todos são procurados para que depositem quantias em contas fraudulentas.

Fraudadores de fora
Por meio de pesquisa junto a autoridades, o jornal A Cidade avaliou que os fraudadores geralmente se encontram em grandes centros, na própria capital paulista e, por vezes, estão presos em instituições carcerárias do Estado. Tal fator dificulta a identificação dos criminosos que, sabendo da impunidade, agem livres subtraindo dinheiro de pessoas honestas. Esta semana, em um caso na cidade vizinha de Fernandópolis, mais de 3 mil reais foram subtraídos entre familiares e amigos de uma vítima. Neste caso, após ser desmascarado, o fraudador ironiza “contas falsas eu tenho mais de 100, pode vir me procurar”.

O que fazer?
O jornal A Cidade entrou em contato com o delegado responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Votuporanga, Dovairdes Carmona, para esclarecimentos sobre o caso. “Esse tipo de crime está ocorrendo com maior frequência nos últimos seis meses, muito por conta do histórico bondoso do povo da nossa região”,informa o delegado. Ele também reitera a necessidade de realizar o Boletim de Ocorrência para que as investigações tenham início. Carmonafinaliza a necessidade de confirmar essas histórias pessoalmente antes de qualquer coisa: “na minha família e entre amigos já deixei bem claro que nunca pedirei qualquer tipo de favor bancário via mensagem”, completou.

Outra ação importante é, após perceber que não tem mais acesso ao aplicativo, a vítima deve imediatamente ligar para familiares mais próximos e avisar o ocorrido. É importante, também, avisar pelo menos uma pessoa em cada grupo de conversas sobre o fato, assim todos saberão que a pessoa enviando as mensagens não é a verdadeira dona da conta (lembrando que chamada via rede de operadora não estarão sob domínio do criminoso).

Outro passo importante é avisar o WhatsApp sobre o ocorrido. Para isso basta enviar um e-mail para support@whatsapp.com com a seguinte frase no assunto do texto: “Perdido/Roubado: Por favor desative minha conta” com o número do celular em modo internacional (55 + ddd da região).

Prevenção
É importante ter consciência de que é muito arriscado passar qualquer tipo de informação via internet. Dados pessoais, códigos e senhas dificilmente são requeridos por empresas. Também é importante frisar que não é seguro fazer depósitos bancários apenas se baseando em conversas de texto. É importante conversar pessoalmente, ou no caso de impossibilidade, realizar uma chamada de vídeo, garantindo assim a certeza da idoneidade de quem está pedindo algum tipo de depósito em dinheiro.


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