Economia

Gasto com aposentadoria de servidores de estados e municípios supera dívida pública

Gasto com aposentadoria de servidores de estados e municípios supera dívida pública
O índice supera a dívida pública no mercado, de 73% do PIB. Em valores monetários, esse gasto passa de R$ 5 trilhões. Estados e municípios devem desembolsar valor equivalente a 85% do Produto Interno Bruto (PIB) para pagar aposentadorias de servidores e pensionistas nos próximos 75 anos. O índice supera a dívida pública no mercado, de 73% do PIB. Em valores monetários, esse gasto passa de R$ 5 trilhões. O cálculo foi desenvolvido pelo economista Paulo Tafner e foi apresentado a aliados de Michel Temer por Marcos Lisboa, presidente do Insper, instituição de ensino superior que atua nas áreas de negócios, economia, direito, engenharia. O Rio de Janeiro, por exemplo, já chegou a deixar de pagar aposentados durante alguns meses em 2017. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal também enfrentam uma séria crise. As aposentadorias de servidores e pensionistas de estados e municípios está fora da proposta da reforma da Previdência, mas abriu a possibilidade para serem realizadas mudanças regionais nos próximos seis meses. Se governadores e prefeitos não alterarem seus sistemas previdenciários, passarão a atuar sob as regras federais. Em 2013, por exemplo, houve quem pensasse que o nó financeiro da previdência pública federal estava finalmente desfeito. A presidente Dilma Rousseff sancionara a lei que criava a Funpresp, a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais, responsável pela criação dos fundos de previdência complementar para os novos servidores. O nó, porém, permanece bem atado. Apesar de o gasto com o pagamento de aposentadorias e pensões ter arrefecido, permanece elevado e, com a crise, pode se tornar impagável.  As apresentações de dados sobre gastos com pessoal no serviço público federal não são separados pelo governo – salários de quem está na ativa e benefícios ficam entrelaçados. Encerraram o ano em R$ 251,5 bilhões. O economista Nelson Marconi, coordenador executivo do Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, separou as duas despesas.  No ano passado, o pagamento de aposentados e pensões na esfera da União demandou R$ 105,4 bilhões, ou cerca de 43% do total. As contribuições previdenciárias de quem está na ativa, porém, não cobrem nem de longe esse valor: somaram R$ 12,6 bilhões. A enorme diferença gerou um déficit perto de R$ 92,9 bilhões

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