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FILHA DE PREFEITO NA BAHIA RECEBE AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 1,2 MIL

“Isso aí não é montagem, realmente é verdade. Hellen fez o cadastro emergencial, recebeu duas parcelas aí. Só que o que ninguém sabe é que, cada vez que ela recebe a parcela, ela me dá o dinheiro e eu doei para uma família carente”, explicou Jesuíno.

FILHA DE PREFEITO NA BAHIA RECEBE AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 1,2 MIL

Filha do prefeito de Maiquinique, no sudoeste da Bahia, a estudante de medicina Hellen Lira Porto teve o pedido de auxílio emergencial aprovado pelo governo federal. Ela estuda em uma faculdade particular de São Paulo e sacou ao menos duas parcelas do benefício de R$ 600.

Hellen é filha de Jesuíno Porto (DEM) e o caso veio à tona após um print ter viralizado nas redes sociais mostrando que o nome da jovem figurava no CadÚnico (Cadastro Único).

Em meio à repercussão do caso, o prefeito divulgou um áudio confirmando que a filha recebeu o valor, mas que teria doado a famílias carentes do município.

“Isso aí não é montagem, realmente é verdade. Hellen fez o cadastro emergencial, recebeu duas parcelas aí. Só que o que ninguém sabe é que, cada vez que ela recebe a parcela, ela me dá o dinheiro e eu doei para uma família carente”, explicou Jesuíno.

Posteriormente, o prefeito de Maiquinique mudou a versão e disse ter devolvido à União as duas parcelas do auxílio emergencial que foram sacados pela filha. Ele disse que Hellen não teve a intenção de usar o dinheiro em benefício próprio.

Ao mesmo tempo, ele reconheceu que os valores foram doados de “forma equivocada”. “O prefeito de Maiquinique, reconhecendo que sua filha cometeu um ato irregular, tratou de regularizar a situação e por isso pede desculpas a toda a sociedade, bem como a Administração Pública”, informou o prefeito em comunicado.

Pedir auxílio indevidamente pode levar à cadeia

O benefício de R$ 600 mensais vem sendo pago desde abril pelo governo como forma de socorrer principalmente trabalhadores informais que ficaram sem renda, desempregados e integrantes do Programa Bolsa Família.

Caso seja requerido indevidamente, na hipótese mais grave, o pedido pode configurar estelionato contra os cofres públicos, com pena máxima de mais de seis anos de prisão.

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) aponta que, em maio, 565,3 mil beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 foram excluídos do cadastro do governo sob suspeita de fraude.


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