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FACEBOOK NÃO INDENIZARÁ FAMÍLIA DE MULHER LINCHADA APÓS BOATOS VIRTUAIS, DECIDE TJ-SP

As pessoas que participaram do linchamento foram condenadas a 30 anos de reclusão.

FACEBOOK NÃO INDENIZARÁ FAMÍLIA DE MULHER LINCHADA APÓS BOATOS VIRTUAIS, DECIDE TJ-SP

A 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)  manteve a decisão do juiz Christopher Alexander Roisin, da 3ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, que negou um pedido de indenização de R$ 36 milhões contra o Facebook por boatos publicados na rede e que culminaram no lichamento de Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos.

A ação foi movida pelo marido e pelas filhas da vítima.

Em maio de 2014, a página do Facebook “Guarujá Alerta” publicou um retrato falado de uma mulher que estaria usando crianças sequestradas em rituais de magia negra na cidade do litoral paulista.

Fabiane, confundida com a suposta sequestradora, foi linchada durante duas horas por moradores do bairro de Morrinhos, periferia do Guarujá.

Ela chegou a ser internada, mas morreu dois dias depois. Vídeos do espancamento coletivo também foram publicados na rede social. 

No dia anterior ao assassinato, Fabiane tingiu o cabelo de loiro, a mesma cor do cabelo de uma mulher cuja foto foi postada por um visitante da página “Guarujá Alerta”. Depois, descobriu-se que essa loira também não tinha relação com nenhum crime. Já o retrato falado divulgado era de um crime de sequestro de dois anos antes no Rio de Janeiro. Cinco homens que participaram do linchamento foram condenados em segunda instância a 30 anos de reclusão.


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