Por Betto Mariano – A Voz das Cidades
A OAB de Jales entrou nos debates sobre o IPTU, mas o que se viu na frente das câmeras foi bem diferente do que se ouviu nos bastidores.
Em uma entrevista relâmpago ao Canal 12, conduzida pela jornalista Josy Bonfim, o presidente da 63ª Subseção da OAB de Jales, Dr. Ricardo Ramos, optou por uma fala breve, calculada e institucional. Limitou-se a explicar, de forma sucinta, que a OAB protocolou um pedido de esclarecimentos à Prefeitura sobre a cobrança do IPTU.
Mas, fora das câmeras, o cenário é bem diferente.
BASTIDORES: TENTATIVA DE USO POLÍTICO DA OAB
Fontes internas revelaram ao A Voz das Cidades que a questão foi muito além de um simples “ofício técnico”.
Segundo essas fontes, há um movimento dentro da própria instituição tentando usar o nome da OAB de maneira irregular e indevida, com objetivos políticos e pessoais — especialmente para dar voz aos que “batem e escondem a mão”.
Entre esses articuladores, estaria um membro da Ordem que mantém nas redes sociais pronunciamentos inflamados, distorcidos e carregados de viés, sempre tentando transmitir a falsa imagem de que a OAB de Jales estaria contra o IPTU ou contra a atual gestão municipal.
Para completar, outros membros estariam incentivando pessoas desavisadas a ingressarem com ações judiciais em massa contra a Prefeitura, vendendo a ideia equivocada de que a subseção teria posição jurídica consolidada sobre o tema — o que é falso.
Quem conhece a história recente da cidade sabe:
são os mesmos personagens que durante anos se escondiam no anonimato do saudoso Blog do Cardosinho (defensor do Bosque), disseminando críticas, ofensas pessoais e ataques velados sem assumir publicamente suas palavras.
Hoje, esses mesmos grupos tentam transformar a OAB em palco de heróis imaginários, criando um ambiente de contradições e tentando fabricar a narrativa de que a “oposição” estaria ganhando apoio institucional na sua campanha medíocre de atacar reputações.
O QUE A OAB PODE — E O QUE NÃO PODE
Diante da confusão gerada por interpretações distorcidas, vale lembrar objetivamente:
O que a OAB PODE fazer (legalmente):
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Defender a Constituição (art. 44 da Lei 8.906/94).
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Emitir notas e recomendações.
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Acionar o Ministério Público.
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Propor mandado de segurança coletivo em defesa da advocacia.
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Opinar sobre temas de interesse público.
O que a OAB NÃO PODE fazer (e alguns parecem fingir não saber):
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Mandar na Prefeitura ou impor decisões administrativas.
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Interferir em políticas internas como IPTU, nomeações ou contratos.
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Atuar como órgão de controle — papel que é do MP, TCE e Câmara.
🎯 Resumo direto:
A OAB pode questionar, recomendar e dialogar. Não pode mandar no Executivo.
A ENTREVISTA DO PRESIDENTE DA OAB — O QUE ELE DISSE
Após o barulho provocado nas redes, A Voz das Cidades reproduz agora o trecho mais relevante da fala do presidente da OAB de Jales ao Canal 12.
OAB Jales solicita esclarecimentos à Prefeitura sobre cobrança do IPTU
Em entrevista concedida ao Canal de Notícias 12, o presidente da 63ª Subseção da OAB, Dr. Ricardo Ramos, explicou que o ofício entregue à Prefeitura tem caráter técnico, motivado por dúvidas apresentadas por advogados e cidadãos.
Postura Institucional e Apartidária
Dr. Ricardo destacou:
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“A OAB não apoia nenhum partido político.”
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“O papel da instituição neste tema é técnico e social.”
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“Não há oposição à gestão do prefeito Luís Henrique.”
Ele reforçou que a OAB preza pela neutralidade e independência, compromisso assumido publicamente para o triênio 2025-2027.
Relação Institucional com a Prefeitura
Segundo o presidente:
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A OAB mantém parceria institucional com a gestão municipal.
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Citou, como exemplo, a atuação da Comissão de Assistência Social da Ordem na entrega de brinquedos no “Comboio” de Natal.
Nenhum atrito, nenhuma disputa, nenhum confronto.
Compromisso com a Verdade
Dr. Ricardo ainda alertou:
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A entrevista ao Canal 12 foi a primeira manifestação oficial da OAB sobre o assunto — tudo o que circulou antes deve ser descartado.
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Apenas o conteúdo do ofício entregue à Prefeitura é válido.
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Informações extraoficiais, boatos ou interpretações pessoais não representam a instituição.
CONCLUSÃO DA OAB
A OAB aguarda os esclarecimentos da Prefeitura. O objetivo é trazer luz ao tema, não produzir tumulto.
CONCLUSÃO JORNALÍSTICA DO A VOZ DAS CIDADES
Apesar da serenidade do presidente da OAB diante das câmeras, é evidente que:
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grupos internos tentam manipular a instituição;
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discursos irresponsáveis estão sendo utilizados para fins políticos;
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alguns tentam transformar a OAB em instrumento de oposição;
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a população está sendo induzida ao erro por perfis que repetem velhos vícios do anonimato.
A verdade é simples:
A OAB não é trampolim político, não é palco de ataques e não tem poder para interferir em políticas públicas municipais.
E quem tenta usar o nome da instituição para isso, faz um desserviço à advocacia e à cidade.