Nada que está ruim não pode piorar. Foi exatamente isso que aconteceu com o polêmico Nilson Toledo, coordenador da campanha do prefeito de Palmeira d’Oeste, Valdir Semensati.
Depois de aparecer nas manchetes por seu comportamento nada republicano — incluindo ameaças contra o jornalista Betto Mariano, que iam desde agressões físicas até a ameaça de incendiar sua casa (tudo, claro, “em nome da democracia”) — Nilson decidiu contra-atacar. Entrou com uma queixa-crime contra o jornalista, acusando-o de calúnia.
O problema? Matemática básica
O único detalhe é que Toledo parece ter faltado justamente à aula de matemática jurídica. O prazo para oferecer a queixa era de seis meses, contados a partir de julho de 2024. Só que o processo foi protocolado um dia depois do prazo final, em janeiro de 2025, já na madrugada. Resultado? Processo extinto por decadência do direito de queixa, conforme determinou a Justiça.
Em termos simples: o caso foi direto para o arquivo morto antes mesmo de começar.
O outro lado da moeda
Enquanto isso, Nilson Toledo e seu parceiro de aventuras, um certo “Rafael da Pamonha”, continuam respondendo por denúncias feitas pelo Ministério Público relativas às ameaças contra Betto Mariano. Ou seja, além de perder a tentativa de virar o jogo, Toledo ainda continua na defesa de processos que podem lhe render consequências mais sérias.
Se a intenção era intimidar o jornalista, o resultado foi exatamente o contrário: Toledo conseguiu apenas enriquecer sua coleção de derrotas judiciais. E, para completar, segue se apresentando como homem de “alto nike”
E no fim das contas...
Mas nem tudo está perdido. Afinal de contas, a promessa foi mantida por Valdir Semensati: a filha de Nilson Toledo, Juliana Toledo, hoje ocupa o cargo de Secretária de Planejamento e integra a folha gorda de pagamentos de comissionados da atual gestão.