Em sessão extraordinária, a Câmara Municipal de Avaré (SP) aprovou, nesta segunda-feira (01), um reajuste de até 79,6% nos salários dos 17 vereadores — com criação de 13º, férias remuneradas e aumento dos subsídios a partir de 2029.
A plenária, no entanto, terminou em confusão, com a cena de um cidadão desempregado sendo imobilizado e arrastado para fora por quatro homens, entre eles o presidente da Casa, vereador Cabo Samuel Paes (PSD).
O homem, identificado como João Silva, de 45 anos, avançou sobre a área reservada aos parlamentares gritando que “passa fome” enquanto os salários dos vereadores devem saltar de R$ 6,6 mil para R$ 11,8 mil.
Ao protestar contra o projeto — aprovado em um momento em que a cidade registra desemprego acima da média estadual — ele foi contido inicialmente por seguranças com chutes, empurrões e algemas plásticas. Após um bate-boca no plenário, o presidente da Câmara, Cabo Samuel Paes (PSD), avisou que o manifestante seria retirado.
Na sequência, as ações desproporcionais flagradas em vídeo mostram quatro homens, incluindo o próprio vereador-presidente, arrastando João Silva para fora da Casa. Com o cidadão já imobilizado, sob gritos de “vergonha” do público, o episódio viralizou e já motiva pedidos de apuração sobre o uso da força e os limites da repressão a protestos em sessões legislativas.
Cabo Samuel Paes (PSD), que conduziu a sessão e apoiou o reajuste, passa agora a ter sua atuação parlamentar questionada não apenas pelo voto a favor do aumento, mas também pelo protagonismo na retirada violenta do manifestante.