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BRUNO DE PAULA MOSTRA SUAS “FACAS” — OU SERIAM “PUNHAIS”?



Por Betto Mariano – A Voz das Cidades

Parece que o roteiro político de Jales ganhou mais um capítulo digno de novela. O vereador e presidente da Câmara, Bruno de Paula, volta a mostrar suas “facas afiadas” — ou, para alguns, seus “punhais bem escondidos”. Há quem diga que ele é o filho de cobra que o próprio prefeito criou, e que agora o criador talvez precise usar caneleiras para se proteger das picadas.

O deputado que veio... sem precisar das diárias de R$ 7 mil

O enredo começou com a publicação feita pelo Consirj, anunciando a visita do deputado federal Ribamar Silva à sede do consórcio, para tratar de recursos destinados à saúde regional. O deputado prometeu uma emenda de R$ 700 mil, voltada ao fortalecimento da UPA e da Santa Casa de Jales.

Até aí, tudo bem. Mas o detalhe mais curioso é a origem do convite: segundo o próprio texto, o deputado veio a convite de Bruno de Paula. Ou seja, o vereador conseguiu trazer um deputado federal à região sem precisar gastar as famosas diárias de R$ 7 mil para “buscar recursos” em Brasília.
Ironia ou coincidência? O fato é que, desta vez, o milagre veio até Jales — e saiu bem mais barato para o contribuinte.

Facada política ou veneno estratégico?

Mas o “movimento de mestre” de Bruno não parou por aí. Durante o discurso de boas-vindas, o vereador afirmou publicamente que a inadimplência da Prefeitura de Jales teria causado impacto direto nos serviços e no atendimento da UPA.
Traduzindo: o presidente do partido do prefeito jogou gasolina na fogueira e ainda acendeu o fósforo. Foi uma “cutucada” que, no mínimo, coloca o prefeito em uma saia justa — e ainda na ausência dele, já que o chefe do Executivo nem sequer estava na cidade durante a visita do deputado.

Enquanto o prefeito se ausenta, o deputado aparece, posa para fotos e garante recursos. Tudo sob a batuta de Bruno de Paula, que parece cada vez mais confortável no papel de protagonista — ou de antagonista — dessa trama política.

A dúvida que fica

Resta saber se essa movimentação é estratégia de sobrevivência política ou apenas mais uma demonstração do estilo “cada um por si” que vem marcando a administração jalesense.
O fato é que Bruno de Paula conseguiu — de forma calculada ou acidental — expor fragilidades internas do governo, mostrar força pessoal e, de quebra, sair bem na foto com um deputado federal.

Se isso é jogo político, ele está jogando bem. Se é traição, o golpe foi certeiro.

Em Jales, o roteiro continua imprevisível — e, como dizem por aí, cobra criada em casa, quando cresce, não pede licença pra picar.


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