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Bolsonaro volta da Itália na condição de o novo bufão internacional

Como sempre, comportou-se de modo cômico, ridículo, inoportuno e, por vezes, indelicado

Bolsonaro volta da Itália na condição de o novo bufão internacional

Balanço da viagem do presidente Jair Bolsonaro à Itália para participar de mais uma reunião dos chefes de Estado das 20 maiores economias do mundo:

  1. Não pôde apertar a mão do primeiro-ministro italiano porque não se vacinou nem usava máscara;
  2. Por distração, pisou no pé da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e ouviu dela: “Só podia ser você”;
  3. Queixou-se da Petrobras e da imprensa numa conversa de menos de dois minutos com o presidente da Turquia, que se limitou a escutá-lo;
  4. Isolado, puxou conversa com garçons sobre futebol;
  5. Ficou de fora da foto oficial do encontro porque preferiu sair a passeio;
  6. Nas vizinhanças da embaixada do Brasil em Roma, caminhou durante 10 minutos enquanto jornalistas que cobriam sua viagem eram agredidos por milicianos, doublés de agentes de segurança;
  7. Disse a jornalistas italianos que falou “alguma coisa reservada” com Jim Carrey, enviado especial americano para questões climáticas. Jim Carrey é um humorista. Bolsonaro falou com John Kerry;
  8. Gritou “Ihuuul” ao microfone de um artista de rua na Praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano, sem nem tentar ser recebido em audiência pelo papa Francisco, que mandara dizer que não o receberia;
  9. Foi alvo de protestos nas cidades de Anguillara Veneta, Pádua e na comuna de Pistoia. Em Pádua, manifestantes foram dispersados pela polícia italiana, que usou canhões de água. Em Pistoia, dom Fausto Tardelli, o bispo local, recusou-se a celebrar missa na presença de Bolsonaro e do seu anfitrião, Matteo Salvini, líder do partido italiano de ultradireita Liga Norte.

Dos 20.573 soldados brasileiros enviados à Itália na 2ª Guerra Mundial para lutar contra o fascismo, 467 morreram em combate. Em Pistoia, uma vez por ano, realiza-se uma cerimônia religiosa em memória deles no cemitério San Rocco.

No fim do seu discurso, Salvini disse em português: “A cobra fumou”. Referiu-se ao lema da Força Expedicionária Brasileira (FEB): “A cobra vai fumar”. Após o discurso de Salvini, o ministro da Defesa do Brasil, o general Walter Souza Braga Netto, afirmou:

– A cobra fumou e, se necessário, fumará novamente.

Não se sabe se o general antevê a possibilidade de um novo conflito mundial ou se quis apenas mandar um recado aos seus colegas de farda. Braga Netto é tão ou mais bolsonarista do que Bolsonaro. Está citado no relatório final da CPI da Covid-19.

Salvini pediu desculpas a Bolsonaro “devido à confusão” que marcou sua visita à Itália. Que é isso, Salvini!

Nós é que pedimos desculpas pelo presidente que temos.


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