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A Imagem que Fala Mais do que Mostra



A imagem divulgada ontem pelo A Voz das Cidades talvez tenha passado despercebida por muitos. Um carro da Polícia Rodoviária, uma máquina, um caminhão… cena comum, cotidiana, quase banal. Mas será que é só isso?

Afinal de contas, quem seria o responsável pelo furto de massa asfáltica em Jales?
Pergunta simples, resposta nem tanto.

O curioso é que, quando o assunto envolve massa asfáltica, rapidamente imaginamos um ladrão comum, aquele que a sociedade pobre já aprendeu a enxergar como criminoso antes mesmo de qualquer investigação. Mas aqui não estamos falando do filho do pobre daquela vila humilde. Ah, se fosse ele… ninguém se oporia. Já estaria estampado, julgado e condenado no tribunal das redes sociais.

O problema — e aqui reside o enigma — é que muitos não entendem que os maiores ladrões não usam capuz.
Eles usam terno e gravata.
Estampam sorrisos.
Posam como grandes empregadores de Jales.
Pedem respeito.
Pregam moral.
E ainda são tratados como “grandes homens”.

Enquanto isso, na outra via da sociedade, os verdadeiros paladinos da ética — ou pelo menos os que assim se apresentam — desfilam em vídeos pela internet, tentando ensinar moralidade.
Mas curiosamente…
já estão condenados pela Lei Maria da Penha.
Sim, esses mesmos.

E os outros?
Os “disfarçados empregadores” que assediam funcionárias, pressionam, manipulam… e ainda por cima roubam massa asfáltica? Esses continuam protegidos. Pelas leis. Pela justiça. Pela conveniência. Pelo silêncio dos que lucram.

Afinal…
quem é o verdadeiro ladrão na história?

A imagem está aí.
A pergunta continua no ar.
E a resposta… bom, ela não está na foto.
Está na coragem de quem consegue enxergar além do que é mostrado.


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